Como os arquitetos do mundo inteiro ajudam em crises humanitárias

Momentos de crise humanitária como a que estamos vivenciando em função da pandemia do novo coronavírus em todo o planeta pedem por ações reforçadas das autoridades governamentais, em todas as esferas de poder, mas também de todos e de cada um que puder contribuir. Para além dos profissionais da saúde, que são essenciais na atuação na linha de frente da pandemia, arquitetos representam um papel que pode contribuir muito com a população: olhar para os problemas sociais causados por habitação ou construções em situação de vulnerabilidade e pensar em soluções para eles.

Um exemplo claro dos tempos atuais são os hospitais de campanha erguidos de forma extremamente rápida e emergencial para apoiar na criação de mais leitos para internação de casos graves da Covid-19. Mas quem está por trás dessas obras? Toda construção precisa de um profissional de arquitetura envolvido, por mais que seja uma obra relâmpago com características muito simples, é preciso que alguém pense e elabore o projeto, garantindo a melhor funcionalidade possível do ambiente.

Neste post, vamos mostrar algumas situações em que arquitetos são essenciais e como eles atuam no mundo inteiro para apoiar a sociedade durante crises humanitárias.


Villa Verde Housing / ELEMENTAL


Arquitetura humanitária


Líder mundialmente conhecido pelas aplicações do conceito de arquitetura humanitária, o britânico Cameron Sinclair reúne em sua obra uma série de referências utilizadas em todo o mundo sobre o assunto. Por parte dos profissionais de arquitetura, a abordagem humanitária diz respeito a dedicar sua especialidade para ajudar pessoas com necessidades de abrigo após grandes crises. Desde desastres naturais, como grandes chuvas que ocasionam enchentes e deslizamentos de terra, passando por guerras ou crises sociais, que deixam milhares de desabrigados, até grandes pandemias onde é necessário o aumento do número de leitos para atender a todos os doentes.

Sinclair traz consigo um histórico de relacionamento com comunidades que passaram por grandes perdas, e tem nisso sua especialidade. E ele não é o único, existem diversos profissionais da área que se especializam na assistência a comunidades carentes ou atingidas por catástrofes. Para exercer melhor esta função, esses arquitetos buscam compreender, muitas vezes por meio de entrevistas e constantes visitas presenciais, quais os principais padrões e necessidades desse tipo de comunidade, para encontrar as melhores formas de atuar em prol delas.


Abrigo de emergência conceitual de Abeer Seikaly


Um dos princípios que guia a arquitetura humanitária é o de que executar vale muito mais do que somente ter uma grande ideia. No trabalho junto a comunidades, o principal elemento são as pessoas que serão beneficiadas com as obras e projetos. Desta forma, a arquitetura humanitária entende que é essencial envolver as pessoas desde as primeira investigações, passando pelo planejamento do projeto, até a fase de captação de recursos e execução da obra.


Campos de refugiados


Ao longo da História, o mundo vivenciou — e ainda vivencia — uma série de crises humanitárias que deixam sem lar e até sem terra milhões de pessoas. E por trás delas, as grandes obras humanitárias que assistem a essas pessoas e buscam garantir as condições mínimas necessárias de dignidade para viver. Guerras onde há constantes ataques com armamento pesado e bombas que destroem cidades inteiras; genocídios como o histórico caso de Ruanda em 1994; perseguições étnicas e raciais. São todos momentos que requerem a presença, além de profissionais de assistência social e saúde, de arquitetura, para projetar para o melhor funcionamento possível estruturas que comportem todos os desabrigados e necessitados.


Construção de hospitais


Por último neste post, trazemos o assunto dos hospitais e clínicas construídos tão rapidamente quanto a necessidade das pessoas. Seja com recursos do governo, de doações de pessoas da sociedade civil, ou de grandes instituições. Arquitetos focados em construções humanitárias, assim como Sinclair, lideram o desenvolvimento de projetos como as clínicas móveis para testes de AIDS na África e ao redor de todo o mundo, ou de hospitais de campanha como os que estão sendo erguidos durante o combate ao novo coronavírus.

Um exemplo são as ideias de um projeto inovador que surgiu na Itália, país com maior número de casos confirmados e mortos pela Covid-19, que criou o conceito de UTI móvel utilizando contêineres para transportar e acoplar em hospitais ou unidades de tratamento que mais necessitassem em cada momento. Esse tipo de projeto deve sempre ser executado por um profissional de arquitetura, de modo que, sim, o arquiteto é essencial e tem um papel humanitário muito importante no mundo inteiro no apoio a crises humanitárias.


Na maior parte das vezes arquitetos não são identificados como profissionais que fazem a diferença em crises humanitárias. No entanto, com base no que apresentamos neste post, fica evidente que, sim, este papel existe e é muito importante. Continue acompanhando o nosso blog e descubra cada vez mais sobre o setor da construção civil.


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