Como precificar um projeto de arquitetura

Mesmo para os arquitetos mais apaixonados pela sua profissão, o momento da precificação e definição de orçamento de projetos pode representar grande desespero e insegurança, principalmente no caso de profissionais iniciantes na carreira. A definição de quanto cobrar por um projeto envolve o cálculo de uma série de fatores ligados aos processos de cada arquiteto ou escritório, incluindo desde gastos fixos e variáveis, até uma definição de margem de lucro que funcione tanto para o seu escritório quanto para o seu cliente.

É muito importante que os cálculos sejam feitos de forma profissional, considerando o escritório ou o trabalho autônomo realmente como um negócio. Para isso, construa planilhas e registre todos os dados possíveis relacionados às despesas e faturamentos deste negócio. Somente a partir disso, você vai conseguir definir de forma precisa a precificação do seu trabalho: pelo valor da hora trabalhada. Erros de cálculo podem interferir diretamente na sustentabilidade do seu negócio, refletindo em projetos que não dão lucro, ou pior, que dão prejuízo, ou seja, não são justos com você e com todos os envolvidos.

Para te ajudar a precificar os seus projetos de arquitetura da forma correta, confira as dicas que trazemos neste artigo.


Definição de escopo e perfil


A definição do escopo de trabalho de um projeto de arquitetura envolve uma série de momentos, desde as primeiras conversas com o cliente para entender suas dores e necessidades com aquela obra, passando por todas as visitas técnicas, análises e estudos, até o desenho do projeto em si. Quanto mais detalhes você conseguir incluir, maiores as chances de as expectativas de todos os envolvidos estarem alinhadas desde o princípio e de traçar o perfil daquele trabalho com mais clareza.

Mas e o que é o perfil de um projeto? É tudo aquilo que consta no escopo, definido e alinhado previamente com o cliente, e que se repete em termos de layout e necessidades em outro projeto. Importante lembrar que a metragem não está incluída no que se entende por perfil. A precificação por metro quadrado da obra é uma das formas mais utilizadas no mercado, para a qual existem tabelas de referência para o cálculo de honorários profissionais. As entidades de classe que regulamentam a profissão de arquitetura e determinam os valores-padrão são a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (ASBEA), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

No entanto, não recomendamos que o seu escritório defina orçamentos somente com base no número de metros quadrados da obra, mas que considere a amplitude e todas as outras variáveis do projeto na hora de precificar. Projetos com perfis semelhantes, em contextos socioeconômicos parecidos, tendem a ter custos similares.


Duração e produtividade


Ao longo do desenvolvimento do projeto para o seu cliente, é essencial que você e sua equipe tenham clareza quanto à capacidade de entrega, tempo de produção e otimização interna de processos para, consequentemente, definir em que prazo será possível entregar o trabalho com a qualidade desejada. Essa compreensão se aprimora com o tempo, a cada projeto, você se conhece melhor e entende seus limites e competências.

Uma dica para quem está iniciando: utilize ferramentas que ajudem a mensurar o tempo que você realmente dedica a cada projeto. Um formato disponível no mercado é o de cronômetro, em que você aperta o “play” ao iniciar os trabalhos em um determinado projeto, “pause” quando interromper, “play” novamente quando retomar, e assim por diante. Dessa forma, todas as horas investidas no projeto ficam registradas, além da possibilidade de indicação dos valores cobrados por aquele projeto, considerando o preço de cada hora trabalhada, com atualização automática do status (prejuízo, lucro ou neutro) conforme as horas de trabalho inseridas. Isso facilita o entendimento de como está a produtividade da sua equipe interna para, a partir daí, precificar os projetos com mais precisão.


Custos diretos e indiretos


Para começarmos a falar sobre os custos de um escritório de arquitetura e como utilizar isso nos cálculos do valor do seu projeto é essencial frisar que cada negócio tem as suas despesas. Por isso, busque sempre entender a saúde financeira do seu negócio e, a partir do que é considerado saudável para você, tomar as decisões corretas e compor o preço do seu serviço da forma mais precisa e justa possível.

Dentre as despesas que você deve levar em consideração, existem os custos diretos e indiretos. Custos diretos dizem respeito aos gastos envolvidos na produção e desenvolvimento do projeto. Neste caso, entram na contabilidade fatores como as horas trabalhadas dos diferentes profissionais envolvidos naquela entrega, o valor dos materiais, softwares e demais ferramentas utilizadas, gastos com combustível de veículos para deslocamentos, entre outros.

Já os custos indiretos estão relacionados a tudo que é gasto no escritório para manter a operação em dia: aluguel da sala, luz, internet, água, materiais de escritório, manutenção de equipamentos, dentre outros. Resumindo: tudo que for pago com o dinheiro do escritório deve ser contabilizado como custo indireto.


Valor profissional


Por este título, entenda “margem de lucro”. É sempre importante salientar que na definição de custos de um negócio deve estar prevista uma margem de lucro, que nada mais é do que a devida remuneração pelo trabalho técnico, intelectual e criativo do arquiteto. A margem de lucro também possui valores tabelados, mas pode sofrer alterações dependendo de alguns fatores.

Uma forma utilizada para definir margem de lucro é a realização de análises e pesquisas de mercado, para entender o que a concorrência está cobrando naquele mesmo contexto socioeconômico. Quanto o mercado está pagando por este perfil de projeto? Outro ponto diz respeito à força e reconhecimento de mercado da sua marca e nome. Quanto mais reconhecida, maior poderá ser a margem de lucro estabelecida, sem fugir do bom senso e cobrar valores exorbitantes, mas garantindo o devido reconhecimento pelo que você já conquistou.


Existem três formas principais de cobrar pela sua assinatura do projeto, ou pelo conceito do seu negócio: o percentual, em que você define, a partir do valor total calculado para a obra, uma margem que vai ficar para você e/ou para o seu escritório, considerando a dificuldade de execução e porte da obra, por exemplo; a hora de trabalho, já adicionando o seu valor profissional; e metro quadrado com valores tabelados, impondo também uma margem com base no valor total de área construída.

A tecnologia evoluiu muito nos últimos anos, e permite que você adicione ao custo do seu projeto, como entrega imediata de valor ao cliente, recursos como plantas humanizadas, maquetes eletrônicas, passeios virtuais e até tours 360, todos criados por meio de softwares de modelagem 3D para melhorar a experiência do cliente com o seu escritório.



Resumo: como calcular o valor das horas trabalhadas para precificar projetos?


Confira um passo a passo básico do que falamos por aqui sobre cálculo do preço por hora trabalhada para precificação de projetos e anote aí:


  • Analisar despesas mensais do escritório nos últimos meses e fazer uma média;

  • Calcular quantas horas por mês o escritório funciona;

  • Dividir o valor dos custos pelo número de horas de funcionamento;

  • Definir margem de lucro sobre a hora trabalhada;

  • A cada novo projeto, calcular o número de horas necessário para desenvolvê-lo e multiplicar este valor pelo custo da hora de trabalho. Assim, você terá o valor final do projeto.



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