O futuro da arquitetura no mundo pós-pandemia

Atualizado: Ago 18

Um dos principais motivos pelos quais o Brasil e o mundo estão enfrentando tantos desafios durante a pandemia causada pelo novo coronavírus é a falta de planejamento estratégico. Não é a primeira vez que o mundo vive uma pandemia mas, a partir deste episódio, acredita-se que os aprendizados virão em diversas mudanças comportamentais e de convivência da sociedade, o que inclui uma reflexão profunda sobre o futuro da arquitetura e como ela poderá contribuir para a melhor organização da sociedade no mundo pós-pandemia.

A crise humanitária começou na China e muitos países acreditaram que ficaria por lá, no entanto, o poder de disseminação do vírus superou todas as barreiras que os seres humanos acreditavam serem capazes de controlar e atingiu todo o planeta. Aqui no Brasil, os efeitos tardaram um pouco mais a chegar, mas já são devastadores. A lição que fica, segundo afirmam estudiosos, é a de que é preciso agir em conjunto e globalmente.

Ao pensar em ações internas de controle de emergências, é preciso que as lideranças pensem como cada uma delas irá impactar não somente o seu país, mas todos que possuem relações comerciais com eles. A pandemia reflete muito da forma como o ser humano vem agindo sobre o planeta e seus recursos naturais, e nos mostra que o momento é de redução da velocidade de nossas ações e de tomar mais cuidado com todo o ecossistema que nos cerca.

Confira neste artigo algumas reflexões sobre como a arquitetura poderá contribuir com esta mudança de mentalidade.

Cidades para pessoas

Um dos primeiros pontos que a pandemia nos faz repensar é o modelo de ocupação do território que perpetuamos no Brasil e a sustentabilidade possível dentro dele. Em função da drástica redução da circulação de pessoas pelos espaços devido às medidas de isolamento social impostas, foi possível perceber significativa diminuição nos níveis de poluição do ar, solo e água, além do aparecimento de espécies animais em cidades. Isso nos mostra que o modelo atual é insustentável, e irá sucumbir a qualquer momento se não mudarmos a forma como damos sequência a ele.

No entanto, algumas localidades começam a perceber que já possuem recursos por meio de seus profissionais de arquitetura para desenvolver soluções mais sustentáveis e que se encaixem melhor no modelo de vida que precisamos desenvolver para manter o planeta saudável.

Assim, as principais percepções e aprendizados da pandemia giram em torno de repensar a necessidade de espaços construídos — considerando que as pessoas têm ficado somente em suas casas e vemos que esse modo de vida é possível —, e do maior aproveitamento de espaços ao ar livre, como praças e parques.

Atrelado a isso, identifica-se também a necessidade de oferecer mais recursos de lazer e infraestrutura para as pessoas que irão frequentar esses espaços. Assim, estamos falando da criação de mais espaços para pedestres e ciclistas por meio da expansão de calçadas e instalação de ciclovias, interconectando os principais pontos das cidades, e pensando a cidade, então, para as pessoas.

Essas são algumas tendências que se mostram bastante evidentes e urgentes para nortear o futuro da arquitetura no mundo pós-pandemia, como aprofundado neste artigo do portal Archdaily.

Mercado de trabalho

Outro ponto do dia a dia das pessoas que já sofreu drásticas alterações, e deve seguir com algumas delas durante um bom tempo, é o mercado de trabalho. A forma de trabalhar, assim como de se relacionar e conviver em sociedade, mudou: muitas pessoas ficaram sem trabalhar durante o isolamento; outros seguiram trabalhando, mas em condições muito diferentes das originais; e tantos outros implementaram o home office.

Este formato, regulamentado no Brasil pela Medida Provisória 927 de 22 de março, já era adotado por algumas empresas e colaboradores, mas acabou atingindo até mesmo setores mais tradicionais e órgãos públicos, modificando a forma como as pessoas interagem no ambiente de trabalho. Em meio à pandemia, descobriu-se que o home office pode trazer muitos benefícios, e é aí que entramos um pouco mais no futuro da arquitetura.

Por meio dessa percepção das empresas, é possível que, após a pandemia, muitas delas mantenham seus times — ou parte deles — em trabalho remoto, visando a redução de custos com escritório, deslocamento dos colaboradores e expansão de sede em caso de crescimento da equipe. Isso se reflete diretamente no que falávamos antes, sobre a redução dos impactos do homem no planeta, porque trata-se de uma redução da necessidade de se ter espaços construídos para realizar atividades do dia a dia.

Outro ponto que se destaca neste aspecto diz respeito aos “novos ambientes de trabalho” após a pandemia, quando todos puderem voltar aos seus postos, que necessidades a arquitetura poderá endereçar? Começamos pelo exemplo da criação de ambientes de trabalho mais amplos, com maior distanciamento entre as estações individuais. Isso não somente para escritórios, mas também para lojas, restaurantes e demais estabelecimentos que envolvam a circulação e permanência de pessoas.

Além disso, nos ambientes empresariais, uma tendência que se mostra para o futuro da arquitetura é a de pensar em espaços que contemplem necessidades básicas das pessoas, como reunir academia, lojas, supermercado e farmácia no mesmo complexo, evitando assim a circulação fora dali e concentrando os contatos ao máximo possível em um único ambiente. Fora aspectos relacionados a práticas de higiene que deverão ser mantidos como um novo hábito e, por isso, incluídos nos projetos de arquitetura como recursos previstos.


Plano emergencial de Arquitetura


Por último no nosso post de hoje, queremos falar um pouco sobre uma parte um pouco mais pragmática do futuro da arquitetura no mundo pós-pandemia. Isso se refere à geração de emprego e renda para os arquitetos que entraram no rol dos profissionais que não puderam trabalhar durante o isolamento e também à tomada de medidas práticas para melhorar a qualidade de habitações vulneráveis.

Para isso, o Instituto de Arquitetos do Brasil, unidade São Paulo (IAB sp), lançou uma proposta de plano emergencial, a qual engloba uma captação de recursos para projetos de habitação de interesse social por meio dos superávits e recursos imobilizados das entidades representantes do setor no país, como o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), e investimentos dos governos municipais, estaduais e Federal.

O plano deve ser discutido entre os profissionais da área para ser encaminhado, mas prevê que mais de 72 mil pessoas que vivem em condições precárias e que favorecem a transmissão de doenças como a Covid-19 sejam impactadas com reformas em suas residências. Além disso, com o financiamento de projetos, mais de 22 mil empregos poderiam ser gerados para profissionais de arquitetura e urbanismo, promovendo uma reativação da economia e gerando renda para essas pessoas que também enfrentam desafios durante a crise.

O papel da arquitetura na construção de um mundo pós-pandemia já está sendo e será ainda mais essencial. Por meio de projetos elaborados com foco na economia de recursos naturais e que favoreçam a convivência humana com a natureza, a população poderá se adaptar gradativamente aos novos modelos de vida que serão impostos após este período. Continue acompanhando o nosso blog para mais informações sobre o setor.


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